SÍNDROME BRAQUICEFÁLICA EM CÃES

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DISPLASIA DO QUADRIL EM CÃES
28 de setembro de 2016

SÍNDROME BRAQUICEFÁLICA EM CÃES

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                                                                                                                   Guilherme Lages Savassi Rocha

A criação de cães braquicefálicos (animais de focinho curto) têm sido cada vez mais frequente em nosso meio. São eles os Bulldogs (Ingleses e Franceses), Shi-Tzu, Lhasa Apsos, Boxers, Boston Terriers, dentre outros.

Os cães dessas raças apresentam particularidades anatômicas que prejudicam bastante seu conforto e sua saúde nos países tropicais. Por não apresentarem transpiração (sudorese) para regulação da temperatura corporal, os canídeos usam a respiração como principal forma de perda de calor. Entretanto, os cães de focinho curto apresentam, naturalmente, barreiras anatômicas à passagem do ar. Suas narinas são estreitas e o palato mole (céu da boca) é maior e mais relaxado que o dos outros cães. Esse conjunto de alterações produz os ruídos característicos da respiração desses animais.

Situações como stress, obesidade e calor são os fatores desencadeadores das crises respiratórias agudas. Durante essas crises pode haver desmaio (síncope) e até mesmo óbito por falta de oxigenação tecidual.

Recomenda-se que os cães braquicefálicos não saiam para passear em horários muito quentes do dia e não se exercitem em demasia. Outra recomendação é que seu peso esteja dentro de um intervalo aceitável, fora da obesidade.

O que muitas pessoas não sabem é que há como melhorar e muito a vida desses animais através da cirurgia. São duas técnicas que, se associadas, favorecem a respiração de maneira significativa, o que faz com que o cão passe a ter uma vida muito próximo do normal. Vale ressaltar que nem todo cão braquicefálico necessita da operação. A indicação da cirurgia deve ser feita sempre pelo Médico Veterinário.

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